Segunda-feira, 20 de maio de 2024
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Artigos Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis

Crianças podem sim ter doença renal crônica

Hoje podemos dizer que o número de crianças com problemas renais tem crescido e por isso, é importante os pais ficarem atentos e sempre passarem pelo pediatra para fazer os exames de rotina. Assim em caso de alguma anormalidade, a detecção precoce é fundamental para iniciar tratamento para retardar a progressão da doença e comprometer os rins.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a cada 10 crianças que são tratadas com diálise ou transplante no mundo, cinco são portadoras de alguma doença cuja primeira manifestação foi infecção urinária.

Mas o que pode causar doença renal em crianças?

As malformações congênitas no sistema urinário e doenças renais hereditárias estão entre os diagnósticos mais frequentes. Pode ser uma infecção urinária de repetição, um rim que não se formou direito, uma glomerulopatia.

 Detectada a doença renal crônica é preciso recorrer a algum procedimento que substitua o trabalho dos rins. A diálise, processo que remove as substâncias nocivas, por meio de uma máquina de filtragem do sangue (hemodiálise) ou pela diálise peritoneal, este é um tipo de procedimento que pode ser realizado em domicílio. Nesse caso é feita a introdução no abdômen da criança, por meio de uma pequena cirurgia, um cateter permanente que, por ser flexível, não costuma incomodar. Esse dispositivo será encaixado posteriormente em bolsas de filtragem, mas antes da criança começar a realizar esse processo em casa, os familiares recebem capacitação e validação de uma enfermeira especializada em nefrologia pediátrica.

É necessário também que o paciente renal crônico siga dieta adequada evitando sal, alimentos ricos em potássio e fósforo, como alimentos industrializados. O objetivo é reduzir o acúmulo no organismo das substâncias que normalmente são eliminadas pelos rins, já que sem a atuação deles esse descarte fica prejudicado.

Outra alternativa de tratamento, conforme quadro clínico da criança e adolescente, o transplante renal.

De qualquer forma, vale lembrar que de 1 a 4 de maio, Cuiabá será palco do XX Congresso Brasileiro de Nefrologia Pediátrica com o tema “Do Prematuro ao Adolescente: Nefrologia Pediátrica na Era da Inteligência Artificial”. O evento terá painéis, miniconferências e mesas redondas trazendo as atualizações de todo o mundo que podem auxiliar e muito a vida dos pacientes com tratamentos usando as novas tecnologias.

Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis

Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis
Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis é médica Nefropediatra no Hospital Santa Rosa e professora na UNIVAG- CRM/ MT 6596 e RQE 300; 327.
 
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