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Volney Albano/ Assessoria | Postado em 28.04.2021 às 09:00h
Marcello Casal Jr/ Agência Brasil Entidades nacionais da educação pedem que Senado rejeite PL que obriga retorno presencial das aulas

Entidades nacionais da educação pedem que Senado rejeite PL que obriga retorno presencial das aulas

Entidades nacionais da educação pedem que Senado rejeite PL que obriga retorno presencial das aulas – confira Nota Pública

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e entidades da educação lançaram nesta terça-feira (27), Nota Pública em que defendem que o Senado Federal rejeite o Projeto de Lei (PL) 5595/2020, aprovado na Câmara na terça-feira (20). O PL obriga o retorno imediato às aulas presenciais em escolas e Universidades, sem que os profissionais da educação estejam vacinados e vacinadas.

As 90 entidades nacionais que assinam o documento afirmam que o retorno presencial de cerca de ‘60 milhões de estudantes e trabalhadores em educação às escolas e universidades pode comprometer, ainda mais, as já limitadas medidas de isolamento social requeridas pelas autoridades sanitárias do Brasil e do mundo, para conter o coronavírus em nosso território’.

O texto destaca que “antes de obrigar aulas presenciais é preciso garantir condições sanitárias, exames de diagnóstico sistemáticos em massa, celeridade na vacinação da população, investimento na infraestrutura física e acesso universal aos recursos tecnológicos e de conexão digital de qualidade em todas as unidades educacionais”.

As entidades pedem que o Senado rejeite o PL 5595/2020 e discutam e aprovem PLs que propõem retorno seguro às aulas, como o PL 2949/2020.

A Nota Pública ainda está aberta para adesões de mais entidades e deverá ser entregue aos senadores e senadoras nessa quarta-feira (28). Também nessa quarta está agendada reunião de representantes das entidades, deputados e deputadas, com senadores e senadoras visando barrar o PL.

Nos Estados deverá ocorrer abordagem virtual aos senadores e senadoras, ações nas redes sociais, tuitaços e diálogo com a população sobre a prejudicialidade do PL 5595.