Sábado, 20 de julho de 2024
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Rachaduras e quedas de rochas são recentes na MT-251, aponta relatório

Rachaduras e quedas de rochas são recentes na MT-251, aponta relatório

Foto: Reprodução

Um relatório feito por uma empresa de consultoria especializada apontou rachaduras e quedas de rochas recentes na MT-251, região do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. De acordo com um ofício feito pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), foi constatado risco de deslizamento desde 2021.

A vistoria foi feita entre os km 42 e 48 da rodovia, no dia 12 de outubro, mas só foi divulgada no dia 11 deste mês.

O relatório feito neste ano identificou 10 locais com riscos de acidente geotécnico. Três pontos são considerados de criticidade elevada. O documento cita que as rochas apresentam folhelhos alternados com arenitos e que o sistema é muito drenante, fazendo com que a água se infiltre.

Ponto 7 - Km 45 Encosta com blocos proeminentes muito próximo da pista
Ponto 8 - Km 45 Encosta com taludes negativos à jusante da rodovia
Ponto 9 - Km 47

PONTOS CRITICOS

 

"Os problemas de estabilidade estão relacionados com a compartimentação dos blocos de arenitos. Durante chuvas torrenciais, a pressão de água favorece movimentos de tombamento desses blocos. Os blocos mais altos se tornam mais propensos a movimentos de rolamento. Esses arenitos caem em blocos individualizados e por fraturas", diz o estudo.

Nos outros sete locais, o estudo apontou que o rolamento das rochas pode atingir a pista, blocos mais próximos que precisam ser removidos e rochas instáveis.

O professor de geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn, disse que a possibilidade de deslizamento aumenta durante o período de chuvas e que é preciso tomar cuidado. 

De acordo com o professor, é preciso ter uma equipe técnica permanente para monitorar os riscos do local.

"O governo também precisa fazer o acompanhamento dessas áreas para ver indícios de quando isso pode acontecer e afetar a rodovia e a vida da população. Hoje o governo não possui equipes técnicas permanentes para desenvolver o monitoramento de áreas de risco. Na defesa Civil, por exemplo, não tem nenhum geólogo que atue e isso é um risco pra sociedade. Só podemos saber se há o risco de queda eminente se tiver um ", disse monitoramento.

Com informações do G1

 
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