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Isaac Amajunepá | Postado em 12.03.2021 às 12:40h
Divulgação Povo Umutina desenvolve itinerário de vivência e se prepara para receber turistas

Povo Umutina desenvolve itinerário de vivência e se prepara para receber turistas

Nesta semana, durante o seminário “Vivência Umutina, Para Onde Vamos?”, o povo indígena Umutina-Balatiponé de Barra do Bugres, Mato Grosso, desenvolveu o itinerário da vivência, que será realizada em seu território.

Conforme o jovem Isaac Amajunepá, coordenador-proponente do projeto Vivência-Umutina, que foi aprovado pela Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) no edital MT Nascentes, o seminário contou com a participação de dois guias de turismo, Allan Franco e Alyson Vieira de Melo, que contribuíram para definição das atividades que serão desenvolvidas no território.

“Durante o seminário, a equipe pode percorrer o território Umutina e conhecer as nossas aldeias e identificar a variedade de atividades que podem ser desenvolvidas. Cada comunidade e liderança também apresentou as atividades que gostariam de desenvolver, e, com base nisso, fomos construindo o itinerário da vivência”.

De acordo com o jovem, as atividades escolhidas incluem contação de história, oficina de arco e flecha, pintura corporal e muitas trilhas pelo território, que possui três biomas, a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.

“O itinerário montado irá garantir que os visitantes conheçam seis aldeias do nosso território e em cada uma delas será desenvolvida várias atividades, como trilhas pela mata, oficinas de pintura corporal e de artesanato e aulas de arco e flecha”, disse Amajunepá.

Ainda segundo o jovem, a primeira vivência deve acontecer até o final de março, conforme prevê o cronograma do projeto, que irá garantir que um grupo conheça a cultura e o povo Umutina-Balatiponé durante quatro dias.

“O projeto também garantiu que um grupo possa participar da vivência e façam uma avaliação da experiência, que será muito importante para que a comunidade faça adequações ou mudanças no itinerário que será desenvolvido”, finaliza Isaac.

Diante da pandemia do coronavírus, pode ser que as atividades sejam prorrogadas. Contudo, a comunidade está utilizando esse tempo para se preparar e assim que for possível receber os visitantes em seu território.