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Caroline Rodrigues | Postado em 06.11.2020 às 19:22h
Reprodução/Internet Justiça manda irmão de Binotti tirar material ilegal das redes sociais

Justiça manda irmão de Binotti tirar material ilegal das redes sociais

O irmão do prefeito de Lucas do Rio Verde e candidato à reeleição Luiz Binotti, Maurício Fernandes Binotti, e outras quatro pessoas foram condenadas a tirar publicações ofensivas e com informações ilegais das redes sociais pela Justiça Eleitoral. Os materiais atribuíam ao candidato Miguel Vaz (Cidadania) e seus apoiadores crimes sem provas, bem como comentário chulos, com palavras de baixo calão, além de divulgarem pesquisas embargadas por decisões judiciais.

Entre os integrantes do grupo, está o atual gerente Municipal de Obras, André Luiz Borges de Almeida, conhecido como Mineiro, e o atual diretor de Desenvolvimento Humano, Gilson Pedro Pelicioni. Ambos ocupantes de cargos comissionados no quadro de funcionários do Município.

O juiz Cristiano Fialho avaliou como ilegal uma postagem no Facebook, na qual Maurício Binotti associava Miguel Vaz (Cidadania) ao possível pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida em 27 de outubro, com multa atribuída de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Já no caso o secretário Municipal de Obras, André Luiz Borges, a ilegalidade estava em um vídeo que ultrapassava o limite de opinião em relação ao vereador Wagner Godoy (DEM) publicado no Facebook.  Na decisão datada de terça-feira (3), o magistrado constatou que o material continha acusações sem prova, xingamentos e sátira que “extravasavam o direito de crítica” contra o parlamentar e, por este motivo, condenou o servidor a tirar a publicação do ar em menos de 24 horas.

Quanto ao diretor de Desenvolvimento Humano do Município, Gilson Pedro Pelicioni, o problema foi um vídeo publicado na rede social dele, no qual ele a acusa Janice Vaz, esposa de Miguel Vaz, de agir com preconceito com relação aos nordestinos e negros.

A quinta pessoa condenada é Luis Felipe Fernandes Sergio, que foi entre julho de 2019 e fevereiro de 2020 funcionário comissionado da prefeitura na secretaria Municipal de Cultura. A Justiça deu 24h para ele retirar do ar um vídeo publicado nas redes sociais, em que associa o candidato Miguel Vaz a crimes cometidos por terceiros. A decisão foi de domingo (1).

Segundo Rodrigo Cyrineu, advogado da coligação “Gente que Faz”, cujo candidato é Miguel Vaz, existem outras denúncias sobre a prática caluniosa e disseminação de fakenews que chegaram ao conhecimento da coordenação de campanha e a todos os casos serão dados os encaminhamentos judiciais cabíveis.