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Da Redação | Postado em 15.06.2016 às 16:11h
Gcom/MT Obras contempladas no Prêmio Mato Grosso de Literatura foram espalhados pela cidade

Obras contempladas no Prêmio Mato Grosso de Literatura foram espalhados pela cidade

Uma maneira criativa de incentivar a leitura e valorizar o trabalho dos escritores da terra.

Na tarde de ontem em comemoração ao Prêmio Mato Grosso de Literatura 2016, livros foram espalhandos pela região metropolitana e quem encontrou terá o prazer de degustar uma boa literatura. Uma maneira lúdica de incentivar a leitura e divulgar o trabalho dos escritores mato-grossenses.

O evento foi nesta terça feira (15/06), reuniram se no evento várias gerações da nossa arte, inaugurando um novo momento da literatura mato-grossense.

Abaixo, um pouco mais sobre as obras que foram distribuídas pelo governo a população.

OBRA: Não presta pra nada, de Marta Cocco (Tangará da Serra)

Ideia sobre ideia, sentimento sob sentimen­to, explícito atravessado pelo subliminar, dito e oculto numa dança perfeita fazem destes contos um bordado delicado e forte: um encontro de mulheres sábias e surgem as dores e o esquecimento, mas também o amor à família e a sabedoria; as dificuldades da criança em enfrentar o mundo cruel e discri­minatório e o desabrochar da amizade; um assalto, um relato e a descoberta dos perigos que as mulheres enfrentam no cotidiano, vivendo ou sobrevivendo; o abandono na velhice, a ganância humana e a catarse pela escrita...

Local onde foi deixado: Parque Mãe Bonifácia.

 

OBRA: Balaio Amarelo, de Marilza Ribeiro (Cuiabá)

Neste livro, os poemas assumem a forma de totens para propor a volta da perdida sabedoria ancestral em que viver era sinônimo da comunhão natureza-sagrado. Os poemas-totens denunciam o vazio e a solidão do mundo contemporâneo tecnologizado e corporificam o desejo de proteção da poesia - fala encantada - de onde emana o que distingue o humano, de onde emana a conexão com a espiritualidade, de onde emana o inefável sopro que nenhum comércio pode comprar ou vender.

Local onde foi deixado: rotatória do Jardim Imperial.

 

OBRA: Agnus Dei: no mar de água doce, de Rui Matos (Cuiabá)

O romance vivenciado na década de 1930, no bucólico arraial de Poconé, fundado em 1777, é uma grande paixão que se fundiu aos mistérios da maior planície alagada do Planeta. A obra resgata o cotidiano rural pantaneiro que se perdeu no tempo. A cultura, a culinária e o modo peculiar do falar são os temperos da lida com o gado, das conduções de boiadas, caçadas, pescarias, histórias de assombração, tramas, vidas que chegam e que vão.

Local onde foi deixado: Biblioteca do Palácio da Instrução.

 

OBRA: Norte, de Everton Almeida Barbosa (Tangará da Serra)

Poesia é música, imaginação e narrativa. Em Norte, de Everton Almeida Barbosa, a poesia está completa. Musicalidade e narrativa se entrelaçam. O eu lírico é também social, cultural, histórico. Como se o poeta tivesse o dom de reunir a contemplação distanciada, crítica e moderna de um Drummond, com a narrativa empolgante e socialmente participativa de um Castro Alves. E ainda com voz poética própria e experiência única como nos fazem imaginar os verdadeiros poetas.

Local onde foi deixado: Praça Clovis Cardoso.

 

OBRA: Liu Arruda, a travessia de um bufão, de Ivan Belém (Cuiabá)

O ator Ivan Belém, hoje um historiador, relata com emoção e singularidade a rica trajetória cênica do Grupo Gambiarra de Teatro, precursor do teatro de rua de Cuiabá que celebrou uma parceria com o ator Liu Arruda, abandonando os espaços convencionais e buscando os bares, as ruas e praças para as suas experimentações cênicas. Adotaram como gênero de linguagem a irreverência, a paródia, o deboche, a cizânia, a “tgira cuiabana”, para a escritura de sua própria dramaturgia.

Local onde foi deixado: Museu Histórico de Mato Grosso.

 

OBRA: No chão do Araguaia li meu mundo, de Irene Severina Rezende (Tangará da Serra)

A obra compõe-se de 77 poemas nos quais predomina o canto ao sertão, à vida simples, à natureza, enfim, o local externo e interno da autora, em uma vastidão de sentimentos e emoções que se presentificam em palavras carregadas de sentidos e significados de quem vive, sente e age poesia, em êxtase constante.

Local onde foi deixado: Sesc Arsenal.

 

OBRA: O último verso, de Stefanie Medeiros (Cuiabá)

O livro costura a trajetória de um escritor já idoso, dócil e de grande talento em meio aos conflitos das relações familiares e sua vontade férrea de não deixar a poesia de lado. Trata-se de Edmundo Mesquita, que nunca foi um homem prático. Desde jovem, sempre gostou de escrever poeticamente. Aos 85 anos de idade, com a ajuda de sua esposa, Soraia, conseguiu conquistar o conforto necessário para se dedicar à literatura, sem desfocar sua atenção com outras preocupações. E é assim que passa seus dias: levanta cedo, toma o café da manhã com a família e se tranca em seu escritório, no segundo andar da casa, para “fabricar” seus poemas. Até que o inesperado estoura, de repente, a bolha de sabão em que vive...

Local onde foi deixado: Praça em frente à igreja Nossa Senhora do Carmo, em Várzea Grande.

 

OBRA: Prefeitos de Poxoréu: Biografias, de Gaudêncio Filho Rosa de Amorim (Poxoréu)

Este livro não é tão somente a síntese biográfica daqueles que lideraram o Poder Executivo de Poxoréu, Mato Grosso, mas também um acervo de informações sobre a política, os políticos e o cenário que os envolve. Além da história de vida dos prefeitos, o livro resgata estatísticas eleitorais e resultados de eleições no município.

Local onde foi deixado: CPA 4.

 

OBRA: Recomendações de Anchieta, de Alexandre Tarelow (Araputanga)

A narrativa gira em torno de alguns artefatos antigos encontrados casualmente por peões de trecho que trabalhavam na fazenda de um senador, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Entre os renomados arqueólogos contratados para investigar o importante sítio arqueológico está Lilian que, junto com o delegado local Basil, irá deslindar o mistério que envolve algumas mortes e contatar o espírito de Anhangá, o tinhoso.

Local onde foi deixado: Complexo Dom Aquino.