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Coordenadoria de Comunicação do TJMT | Postado em 12.03.2019 às 08:03h
Adilson Cunha Projeto Fênix leva aulas de yoga, meditação e aromaterapia a reeducandas e agentes penitenciárias

Projeto Fênix leva aulas de yoga, meditação e aromaterapia a reeducandas e agentes penitenciárias

Palavras de apoio, empoderamento feminino e o lançamento do projeto Fênix marcaram o Dia Internacional da Mulher (8 de março) de 35 reeducandas do Presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Execuções Penais da Comarca da Capital, participou do lançamento da ação que visa levar equilíbrio emocional e humanização às mulheres que estão encarceradas.

A cerimônia foi realizada nas dependências do sistema penitenciário e deu largada à ação que levará aulas de meditação, yoga e aromaterapia às agentes prisionais e às reeducandas em Cuiabá.

Integram o projeto a Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica de Mato Grosso (ABMCJMT), a Associação de Mulheres de Negócios de Várzea Grande (BPWVG), o Sindicato dos Terapeutas de Mato Grosso (Sintermt) e o Núcleo de Execuções Penais da Comarca de Cuiabá.

Nesse primeiro momento, as aulas iniciarão com a participação de 70 agentes e recuperandas do sistema penitenciário de Mato Grosso. “Tanto as recuperandas, quanto as agentes receberão as aulas por três meses. Mais tarde, outras turmas com o mesmo número de participantes. Temos a esperança que esse projeto perdure por um ou mais anos”, comentou o juiz do Núcleo de Execuções Penais da Comarca de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto.

Fidelis salientou que o projeto é essencial e muito importante para o resgate humano e a ressocialização dessas pessoas. “O projeto Fênix vem em busca do resgate da autoestima, o equilíbrio das mulheres que estão presas no sistema penitenciário. Elas irão, por meio da meditação, se encontrar e recomeçar a viver. Não dá pra viver do passado, é só não repetir esses erros. Queremos que todas sejam resgatadas e tratadas com respeito e dignidade”, pontou.

Já a representante da Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica de Mato Grosso (ABMCJMT), Ana Emília Sotero, enalteceu que oportunidades como essa são imprescindíveis. “A relevância de iniciativas como essa é enorme, porque através do projeto Fênix nós poderemos propiciar a elas, por meio da yoga, meditação e terapia, o equilíbrio emocional, o autoconhecimento, a humanização e a ressocialização. É fundamental que possamos trabalhar com elas essas questões e juntos nós podemos fazer com que a vida dessas mulheres seja um pouco melhor enquanto estiverem sob a tutela do Estado. É um dia de luta, repercussão, avaliação e sabemos que falta muito para conquistarmos”, disse.

Já a diretora da penitenciária, Maria Giselma, se sentiu honrada com o engajamento dos parceiros que darão sustentabilidade ao projeto Fênix. “É um privilégio muito grande receber esses projetos. São entidades interessadas na recuperação dessas mulheres que estão presas. O sonho de qualquer gestor é ver a penitenciária ou cadeia andando, dando certo e buscando a reinserção dessas mulheres na sociedade. Sem essas parcerias, a caminhada seria muito mais difícil e complicada”, explicou.

 

O secretário-adjunto de Administração Penitenciária do Estado, Emanuel Flores, relembrou que ações como o projeto Fênix são braços que ajudam as recuperandas. “Com essas parcerias nós conseguimos encontrar o equilíbrio dessas pessoas enquanto mulheres. Isso representa a ressocialização dessas pessoas e todos estão buscando reinseri-las, de forma harmônica, na sociedade. Isso traz uma paz na unidade e representa uma parceria muito forte na busca pela recuperação das vidas dessas pessoas que um dia erraram”.