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Thielli Bairros | Sedec MT | Postado em 19.03.2021 às 13:32h
André Romeu Noroeste de Mato Grosso tem parecer favorável para zona livre de febre aftosa sem vacinação

Noroeste de Mato Grosso tem parecer favorável para zona livre de febre aftosa sem vacinação

O município de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína integram o Bloco I que recebeu, junto com outros estados brasileiros, parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.

A notícia foi dada pela ministra Tereza Cristina, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em reunião com o Governador Mauro Mendes e governadores dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e Amazonas. “A fase mais difícil nós vencemos. Estamos praticamente aprovados. Quero cumprimentar todos vocês pelo esforço", disse a ministra.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, “a mudança de status sanitário para livre de febre aftosa sem vacinação é um grande impulsionador econômico para o Estado, pois a carne mato-grossense alcançará mercados internacionais com melhores remunerações, que priorizam o comércio com áreas onde a vacinação contra a febre aftosa não é praticada”.

O diretor técnico do Indea MT, Renan Tomazele, lembrou que Mato Grosso não tem registros da doença desde 1996. “Esta região alcançou o principal status que é o de livre de febre aftosa sem vacinação e isto é resultado de muitos anos de trabalho dos servidores do Indea, da iniciativa privada, do Ministério. É um grande passo para Mato Grosso, que está avançando com a união do Estado e dos pecuaristas”, afirmou.

Esta região de Mato Grosso já está há quase um ano sem vacinação contra a febre aftosa, conforme cronograma do Plano de Erradicação da Febre Aftosa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O presidente do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fesa), pecuarista Antônio Carlos Carvalho de Souza, ressaltou que o reconhecimento da OIE é um marco histórico.

“Além da economia para os pecuaristas por não utilizarem mais as vacinas, temos outro ganho que é a abertura de novos mercados consumidores da nossa carne. A meta, segundo o plano nacional, é retirar toda a vacinação no País em 2022”, explicou.

Segundo o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea MT, Heitor David Medeiros, a febre aftosa é a doença referência em termos de qualidade dos serviços veterinários e, por isso, este reconhecimento é importante.

“É um anúncio para o mundo de que o Estado está dentro das condições sanitárias com seu rebanho e com a qualidade que o mercado existe. Há anos faz-se sorologia e se comprova que não há transmissão viral, então é resultado de uma luta de décadas”, finalizou.

Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.