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Larissa Campos | Postado em 04.08.2022 às 17:03h
Larissa Campos

Memórias insólitas: contos de Larissa Campos são inspirados em infância morando em um posto de combustível

“Cada narrativa traz seu próprio mote, mas todas envolvidas na mesma potência familiar,  
memorialista, com percepções sentimentais em torno da vivência em uma casa atípica,  
talvez imprópria, quem pode julgar?”
Dani Costa Russo, escritora e editora, na orelha de “A casa do posto”
“Existe subjetividade em um espaço? Onde moramos? A Casa do Posto nos instiga à reflexão  
desses aspectos. Ao mesmo tempo, nos remete à transitoriedade da vida e das relações com  
a memória. Recria o tempo, interrompe a estrada do passado para o futuro.”
Lívia Bertges, pesquisadora e doutora em Estudos Literários, na quarta capa
Livro de estreia da jornalista, escritora e comunicadora Larissa Campos, “A casa do  
posto” reúne contos ficcionais criados a partir das memórias infantis dos quatros anos  
que a autora viveu com sua família em um posto de combustível na Rodovia dos  
Imigrantes na década de 1990. Publicada pela Penalux (2022, 138 pág.), a obra faz parte  
do Selo Auroras, projeto dedicado apenas à literatura produzida por mulheres, e tem a  
orelha assinada por Dani Costa Russo, jornalista e escritora que faz a curadoria e a edição  
dos livros do selo. A quarta capa é comentada pela pesquisadora e doutora em Estudos  
Literários Lívia Bertges.
O lançamento de “A casa do posto” será uma noite de autógrafos marcada para dia 9  
de agosto, às 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (Av. André Maggi nº 6,  
Centro Político Administrativo), em Cuiabá (MT). Na mesma data, a escritora também  
lança nas principais plataformas de áudio (Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google  
Podcasts e afins), o audiodrama homônimo ao seu lançamento impresso. Produzido por  
Altia Podcasts, oito contos do livro receberam narração dramatizada e estarão  
disponíveis para os ouvintes desses streamings.
A memória, a infância e a imaginação são os temas principais dessas narrativas que  
mesclam lembranças pessoais com criação literária, se aproximando do insólito a partir  
da moradia inusitada, da transitoriedade do fluxo de pessoas presente no universo da  
beira de estrada, das histórias estranhas ali compartilhadas e do cotidiano de uma  
família composta também por personagens crianças que crescem nesse cenário repleto  
de personagens e experiências diferentes.
As principais referências literárias de Larissa Campos são duas autoras que fizeram parte  
de sua formação como leitora: Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. Por causa delas,  
se tornou leitora de contos e, agora, contista. O universo de “A casa do posto”,  
entretanto, também recebeu influência de três autores argentinos: Silvina Ocampo (“A fúria e outros contos”), Mariana Enriquez (“As coisas que perdemos no fogo”) e Julio 
Cortázar (conto “Casa Tomada”).
Uma infância no escritório de um posto de rodovia
A memória é uma fonte inesgotável de ideias para essa escritora que nasceu em Manaus  
em 1987, morou no Rio Grande do Sul na primeira infância, mas se considera mato-
grossense de coração. Segundo a autora, desde a adolescência, quando começou a  
escrever, já pensava em criar a partir dessa vivência de ter os três cômodos do escritório  
de um posto de rodovia transformado em lar, mas foi no início de 2020, com o  
falecimento de seu avô Álvaro de Campos, que o desejo se fez matéria como uma forma  
de lidar com a perda e assim “A casa do posto” começou a tomar forma. O livro é
dedicado a ele.
Com a epígrafe de Cortázar dizendo “Gostávamos da casa porque, além de ser espaçosa  
e antiga (...), guardava as lembranças de nossos bisavós, do avô paterno, de nossos pais  
e de nossa infância”, a autora reitera que o universo de seu livro de estreia é, antes de  
tudo, afetivo, ainda que carregado de complexidade.
Além de inspiração, a percepção do tempo se faz presente na construção dessas  
histórias já que, como Larissa Campos afirma, os personagens dos seus contos também  
empreendem um mergulho na memória, relembram os tempos em que viveram nesse  
lar improvisado e as histórias que movimentaram os dias. As pessoas são feitas de  
histórias e a autora usa isso como subterfúgio de escrita e criação.
Esse interesse da autora em escrever a partir de fatos biográficos se desdobra além de  
seu primeiro livro: “Recentemente comecei a escrever um romance, projeto que batizei  
de “Ilha das musas” e que também possui inspiração em um fato familiar”.
“O futuro é uma parada, outro não-lugar, um posto de gasolina na rodovia do ser-
tão desconhecido.”
“A casa do posto”, de Larissa Campos (pág.10)
Acompanhe Larissa Campos no Instagram: @laricampos10
Adquira “A casa do posto” via editora Penalux:  
https://www.editorapenalux.com.br/loja/a-casa-do-posto
Acesse o site da autora: www.laricampos.com