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JOÃO EDISOM DE SOUZA | Postado em 24.11.2021 às 10:16h
JOÃO EDISOM DE SOUZA

A política e o acolhimento

De forma genérica podemos dizer que, em uma conceituação bem moderna, a política é a ciência moral normativa daqueles que governam a sociedade civil; Outros a definem como conhecimento ou estudo "das relações de regularidade e concordância dos fatos com os motivos que inspiram as lutas em torno do poder do Estado e entre os Estados". Já o acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo e na responsabilização pela resolução com ativação de redes de compartilhamento de saberes.

Com base nestes dois conceitos (política e acolhimento) podemos afirmar que é equivocado elegermos como representantes para cargos políticos pessoas que não tem empatia pelo (Ser) diferente. Ou seja, colocar no poder pessoas incapazes de acolher aqueles que pensam diferente dos seus próprios ideais para um bom diálogo.

Pior ainda é colocarmos como representantes pessoas com desejos de exclusão social para todos que não “rezem em suas cartilhas”. Lembrando que a mãe das guerras é a intolerância para com as necessidades dos outros e os pensamentos divergentes. Na história da humanidade brigamos muito mais por divergências de pensamentos que por algo material, seja de cunho religioso, ideológico ou vaidades pessoais de pensamentos absolutistas ou totalitários.

Pessoas que rotulam e sentenciam sem ouvir, sem refletir sobre as necessidades e desejos dos demais também são incapazes para liderar. Lembrando que ouvir, refletir e sentir os problemas dos outros não significa concordar ou aceitar, mas acolher, até para contra argumentar e, se possível, demover dos desejos solicitados.

O mundo evoluiu em todos os sentidos, mesmo que parte da sociedade tenha parado no tempo ou até regredido em conceitos essenciais para a própria existência da sociedade. Não há espaço para os extremos, para as discórdias emocionais nem para as pelejas fronteiriças da própria vaidade e ignorância. O mundo é global e o tempo não para, queira ou não os estáticos e retrógrados.

Os resistentes até conseguirão matar o seu próximo, frear temporariamente um povo ou uma nação, eliminar o estranho que atravessar seu caminho, expulsar patrícios de sua própria terra natal, mas não deterão a evolução do mundo! As forças evolutivas não dependem de desejos de seres egocêntricos que vivem menos de cem anos neste planeta.

Adolf Hitler; Napoleão Bonaparte; Átila; Basílio II; Rainha Ranavalona I; Kim IL-Sung; Muammar Al-Gaddafi; Francisco Franco; Josef Stalin; Maria I da Inglaterra; Nero; Slobodan Milosevic; Reinhard Heydrich; Talat Pasha; Mao Tsé-Tung; Calígula; Ivan IV, O Terrível e; Gêngis Khan dentre tantos outros são exemplos de gente que se achava “dona do mundo” e pensaram um dia que o fariam segundo seus desejos. Todos se foram e o mundo continuou a evoluir apesar de suas existências.